domingo, 18 de agosto de 2013

A liberdade religiosa no Oriente Médio

Tendo como pano de fundo a queda da Irmandade Muçulmana no Egito e aludindo também à situação dos cristãos no Irã, o líder cristão Michael Nazir-Ali afirmou que ainda não está convencido que um verdadeiro Estado islâmico possa conceder aos seus cidadãos a liberdade religiosa

"Importantes líderes da igreja acreditam que um Estado verdadeiramente islâmico irá garantir a liberdade religiosa de não-muçulmanos. Bem, eu discordo! Não acredito que haja um único exemplo histórico de que isso tenha acontecido em algum lugar", afirma Michael Nazir-Ali.

O líder religioso afirma que os países do Oriente Médio devem aprender com o caso do Egito e olhar para além do ideal da democracia. "A democracia por si só não é suficiente", diz ele. "Pode significar simplesmente o sentimento da maioria. No contexto egípcio, a questão não é chegar ao poder através da escolha popular, mas ver se existe uma disposição para abrir mão do poder quando o povo clama por isso. Essa é a outra prova da democracia".

De acordo com primeiro embaixador do Canadá em entrevista para a Agência de Liberdade Religiosa, Andrew Bennett, a liberdade religiosa deve ser vista como mais do que um simples ideal do Ocidente.

“Devemos levantar nossa voz e defender a liberdade religiosa, especialmente para os cristãos do Oriente Médio, que estão vivendo uma perseguição realmente severa", disse. "Este princípio fundamental não é culturalmente específico, não é exclusivo para as democracias ocidentais. É um princípio universal que diz respeito à dignidade humana", afirma.

Ziya Meral, pesquisador e escritor turco residente em Londres, relatou que o conceito de liberdade religiosa é "falho" e precisa ser redefinido. Meral disse que ao longo dos últimos cinco anos tem sido confortado pela mídia dizendo que a liberdade religiosa tem crescido exponencialmente. No entanto, a palavra "liberdade" é vista muitas vezes como desobrigação da responsabilidade social.

Ao invés disso, afirmou Meral, precisamos de um “novo conceito”, devemos redefinir a liberdade religiosa para que esta signifique: “responsabilidade pelo exercício pleno de todos os nossos credos em conjunto”.


FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoDaniela Cunha

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Alvo de retaliações islamistas, Igreja Copta reafirma apoio ao Exército

CAIRO —A Igreja Ortodoxa Copta do Egito reafirmou nesta sexta-feira seu apoio às forças de segurança do país, ao final de mais um dia de ataques cometidos por partidários da Irmandade Muçulmana e do presidente deposto Mohamed Mursi contra prédios ligados à religião. Dezenas de igrejas, escolas e bibliotecas coptas, além de moradias, lojas e veículos pertencentes a fiéis foram destruídos esta semana por islamistas, num dos maiores surtos de violência sectária desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em 2011
“A Igreja Copta egípcia (...) enfatiza que se mantém ao lado da polícia, das Forças Armadas e outras organizações do povo egípcio frente a grupos terroristas e de violência armada”, diz o comunicado divulgado nesta sexta-feira.
Na véspera, o ministro da Defesa e homem-forte do Egito, general Abdel Fattah al-Sissi, ordenara a reconstrução imediata de todas as igrejas danificadas com mão de obra militar e custos pagos pelas Forças Armadas. Segundo um comunicado oficial, a decisão veio em apoio ao papel dos coptas “em servir à nação”.
Há décadas os coptas são alvo de ataques cometidos por islamistas, e diversas organizações internacionais já se manifestaram contra a pouca atenção dada por diferentes governos egípcios à perseguição sofrida pela minoria cristã - cerca de 10% dos 84 milhões de habitantes do país. Em março passado, a Anistia Internacional já denunciava um avanço nas agressões a esta parcela da população sob o governo da Irmandade Muçulmana. Agora, com a Igreja Copta apoiando abertamente os militares que derrubaram Mursi, os relatos de ódio sectário se sucedem.
Contrário à Irmandade Muçulmana, mas sem declarar apoio aos militares, o grupo de defesa dos direitos dos coptas Maspero Youth Union (MYU) contou pelo menos 40 igrejas incendiadas e saqueadas em todo o país - a maior parte nas províncias de Assiut e Minya — e denunciou o assassinato de pelo menos quatro coptas por islamistas, número também publicado pelo jornal copta “al-Watan”. Nem representantes do clero nem autoridades egípcias anunciaram números sobre os ataques a cristãos.
Nos últimos dias, nove ONGs egípcias de defesa dos direitos humanos, além da ONU e da Anistia Internacional, reforçaram os pedidos para que a violência sectária não seja estimulada no país. Mas o componente político da questão, no momento, ganha força junto às diferenças religiosas.
- Não desgosto deles (os coptas) como seita ou povo, pelo contrário. Nossa preocupação é que eles apoiaram cegamente militares que nos retiraram direitos legítimos - disse ao “Guardian” um membro do alto escalão da Irmandade Muçulmana

http://oglobo.globo.com/mundo/alvo-de-retaliacoes-islamistas-igreja-copta-reafirma-apoio-ao-exercito-9592353#ixzz2cBtNTDFj

ONU patrocina “treinamento” que ensina crianças a odiar judeus e cristãos


ONU patrocina “treinamento” que ensina crianças a odiar judeus e cristãosONU patrocina "treinamento" que ensina crianças a odiar judeus e cristãos
As colônias de férias, ou acampamentos de verão, são uma boa opção para os pais que desejam ver seus filhos se divertindo nas férias escolares. Isso inclui brincadeiras ao ar-livre, na piscina, diferentes tipos de esportes e atividades lúdicas que podem incluir música e teatro. Mas quando em meio a isso tudo existem ensinamentos de ódio contra judeus e cristãos?
Essa é a proposta dos “acampamentos de verão” para crianças na região de Gaza e na Cisjordânia, ou como eles preferem chamar: Palestina. Patrocinadas por fundos das Nações Unidas, os meninos e meninas que participam delas tem recebido um verdadeiro curso infantil de guerrilha. Embora não aprendam a empunhar armas, tudo gira em torno de ensinamentos sobre “tomar de volta a sua terra” por meio da violência, do martírio e da jihad (guerra santa).
Agência de Socorro e Obras Públicas das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos no Oriente Próximo (UNRWA) é a mantenedora desses programas, segundo a denúncia feita pelo Centro Nahum Bedein de Política do Oriente Médio. Eles produziram um curta-metragem chamado “Acampamento Jihad”, que documenta algumas das atividades nesses locais.
O material foi ao ar no Canal 2 de Israel esta semana, gerando uma onda de protestos. O nome da colônia de férias é oficialmente “A paz começa aqui”, mas o que se vê são ensinamentos de ódio. Shahed Arja, uma menina ao frequentar o acampamento da UNRWA em Gaza, disse: “Este acampamento de verão nos ensina que temos que libertar a Palestina”.
Ahmad Souje, um dos professores no acampamento, aparece dizendo “A única alternativa para implementarmos o ‘direito de retorno’ é sangue por sangue, olho por olho. Da mesma forma que eles nos expulsaram, vamos expulsá-los.”
Em uma história infantil, as crianças ouvem sobre um grupo de meninos que brincavam em suas casas até 1948, quando foram atacados por um lobo voraz. “Quem é o lobo? Os judeus! Não é verdade que os judeus são o lobo? O que os judeus fizeram com a gente? Nos expulsaram. Eles nos mataram e atiraram em nossas famílias”, explica um dos adultos ao grupo de alunos.
Um deles grita: “Nossas armas vão acelerar nosso direito de regresso”. A menina Tayma diz: “Eu vou derrotar os judeus … Eles e os cristãos são um bando de infiéis. Eles não gostam de Deus e não adoram a Deus. E eles nos odeiam. ”
O menino Wasim Abu Shaban diz, “Eu tenho que voltar para a minha terra e reconquistá-la. Este é o meu direito”. Vários deles aparecem cantando uma música que diz “Quando morrermos como mártires vamos para o céu … na Palestina não existe infância.” O vídeo mostra ainda um professor que ensina as crianças um cântico: “A Palestina é uma terra árabe, do rio até o mar! Queremos Haifa. Queremos Acre. Nós estamos indo para Al Aqsa (Jerusalém) Louvada seja Jerusalém, é a melhor cidade do mundo!” Viva a Palestina!”.
Na aula de artes eles aprendem a desenhar o mapa da Palestina, mas uma versão que cobre todo o território de Israel. Um dos professores diz: “Nós vamos voltar para as nossas aldeias, com poder e honra. Com a ajuda de Deus e nossa própria força, vamos guerrear. E com a educação e a Jihad vamos voltar”.
David Bedein, diretor do grupo que produziu o vídeo contesta “Se a UNRWA fosse financiada pela Arábia Saudita ou pelo Irã, não podíamos fazer nada, mas são os EUA e mais 28 nações que sustentam a UNRWA, por isso devemos dizer: Desculpe-me. Isto não é apropriado. Acreditamos que a UNRWA deve ter seus recursos, mas deveriam condicionar o repasse ao cancelamento desse currículo que chama crianças para a jihad, o martírio e o ‘direito de retorno’.” Com informações The Blaze.



http://noticias.gospelprime.com.br/onu-treinamento-criancas-odio-judeus-cristaos/

52 igrejas queimadas e centenas de cristãos mortos no Egito


52 igrejas queimadas e centenas de cristãos mortos no Egito52 igrejas queimadas e centenas de cristãos mortos no Egito
O mundo olha horrorizado para o Egito esta semana. Os números oficiais falam de 525 mortos, incluindo 43 policiais, e 3.000 feridos em todo o país. A Irmandade Muçulmana aumentou o número de mortos para 4.500.
Após a destituição de Mohamed Morsi, o país se viu tomado pela disputa de vários grupos pelo poder. Manifestações em todo o país evoluíram para uma verdadeira batalha campal. Especialistas afirmam que o Egito está numa encruzilhada que pode mudar radicalmente o país caso os aliados da Irmandade Muçulmana vençam. Um dos motivos é por que eles já falam em uma guerra contra Israel.
Os conflitos desde quarta-feira são os mais sangrentos já registrados no país na era moderna. A violência utilizada pelas forças de segurança dos partidários da Irmandade Muçulmana, que controlava o governo deposto, desencadeou uma onda de raiva e vingança em todo o país. Tudo piorou com a renúncia do vice-presidente Mohamed ElBaradei. Ganhador do Nobel da Paz ele justificou que não poderia “assumir a responsabilidade por decisões com as quais não estou de acordo”.
Em meio a isso, muitos muçulmanos se voltaram contra os cristãos, a quem muitos acusam de ter apoiado os inimigos de Morsi. Existem registros que pelo menos 52 igrejas foram queimadas em várias cidades do país, alguns possuíam um grande valor histórico. Escolas cristãs, mosteiros e instituições como a Sociedade Bíblica também foram atacadas. Um grande número de casas pertencentes a cristãos também foram atacadas, os mortos podem passar de 200.
A Igreja Copta, maior grupo cristãos do país, relata que na cidade de Assiut, no centro do país, os fiéis tiveram de fugir por uma janela enquanto uma multidão cercava e apedrejava o seu templo. Nas cidades de Minya, Fayoum e Sohag várias igrejas coptas foram queimadas e já existem vídeos mostrando isso no Youtube.
De acordo com um relato do jornal New York Times, “muçulmanos têm pintado um ‘X’ preto nas lojas cristãs para marcar quais seriam queimadas. Multidões atacaram igrejas e cristãos sitiados em suas casas. Sabe-se de cristãos que foram mortos com golpes de facas e facões em suas casas.” Representantes da liderança cristã do país afirmam que os ataques ocorreram “sem motivo algum, o único crimes que eles cometeram é serem cristãos em um país onde uma das facções políticas está travando uma guerra religiosa e apela para a violência visando ganhos políticos.”
Uma das justificativas para os ataques religiosos é que Tawadros, líder espiritual dos oito milhões de cristãos coptas do Egito, expressou seu apoio à retirada dos militares que apoiavam Morsi e a suspensão da Constituição do Egito. Os cristãos são cerca de 10% dos 85 milhões de habitantes do Egito.
igrejas queimadas egito
Embora o exército tenha declarado “estado emergência”, ninguém sabe que rumos essas manifestações podem tomar. A maioria da população não apoia o golpe de Estado ocorrido no início de julho contra o Governo eleito. 
Vários países europeus como o Reino Unido, França e Alemanha manifestaram o pesar pela violência no Egito. O presidente francês chegou a falar em uma intervenção internacional para evitar uma guerra civil. O Governo da Turquia, país igualmente muçulmano, pediu que “a comunidade internacional, liderada pelo Conselho de Segurança da ONU e da Liga Árabe” possam intervir e impor medidas radicais para parar os assassinatos. Com informações CNN, Christianity Today e Daily News Egypt.

http://noticias.gospelprime.com.br/egito-igrejas-queimadas-cristaos-mortos/

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ativista cristã tem condicional médica negada

Ni Yulan, teve seu pedido negado apesar de sofrer com sérios problemas de saúde, conforme relatou sua filha. A cristã está cumprindo uma sentença de dois anos e meio por “causar perturbação”

Ativista cristã.jpg
A cristã começou a exercer atividades no Direito em 1986. Ela trabalhou em diversos casos, inclusive em alguns relacionados à liberdade religiosa. De 2001 em diante ela especializou-se no direito à moradia. Em 2002, ela foi detida, espancada e torturada por mais de 50 horas. Como resultado, ela ficou permanentemente inválida e é incapaz de andar sem muletas.

Após a sua libertação, Ni continuou a representar peticionários, apesar de ter sido impedida de exercer o Direito, e foi detida por diversas ocasiões entre 2004 e 2008. Em 14 de abril de 2010 ela foi libertada, mas estava sem moradia;, ela e o marido passaram a viver em uma barraca, doada, perto da Praça Tiananmen. Em 7 de abril de 2011, Ni e seu marido foram detidos pela polícia e, em 2012, ela foi formalmente acusada de “provocar perturbação”.

Em outubro de 2012, a família de Ni e seu advogado apresentaram um pedido de liberdade condicional médica, que foi rejeitado pelas autoridades em março de 2013. Em uma visita à Ni, feita em junho desse ano, sua filha notou que um tumor não tratado na tireóide havia inchado consideravelmente.

Ni recebeu o prêmio “Tulip Award for Human Rights Defenders” do governo holandês  em  dezembro de 2011, após a sua indicação pelas organizaçõesChristian Solidarity Worldwide (CSW) e China Aid. Sua filha, que planejava estar na cerimônia no lugar dela, foi parada no aeroporto a caminho de Amsterdã e impedida de comparecer.

Sendo a 37ª nação da Classificação de países por perseguição, na China, a perseguição ao cristianismo abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Leia mais.
FonteCSW
TraduçãoWalkíria de Moraes - ANAJURE

“O Egito sangra!” – um relato exclusivo sobre os confrontos egípcios

Colaborador da Portas Abertas no Egito fala sobre a atual situação do país e revela o sentimento de cristãos e muçulmanos que sofrem com a morte de parentes e amigos. “Esses são os dias mais difíceis que já presenciei no meu país”, revela Samir*, que não pode ser identificado por questões de segurança
Egypt against Morsi.jpg
“Encontrar as palavras certas para esta manhã é uma tarefa realmente difícil! Os acontecimentos de ontem refletiram em uma noite sem dormir, não só para mim, como também para milhões de cristãos e muçulmanos egípcios que amam este país e verdadeiramente buscam o bem-estar da nação.

A quarta-feira foi um dia bastante triste, de muitas lágrimas, dores e agonias para o Egito, que testemunhou o resultado de toda violência praticada por policiais e manifestantes: de acordo com o relatório oficial do Ministério da Saúde egípcio, 235 pessoas morreram e 2.001 ficaram feridas. Os números de mortes e lesões anunciados pela Irmandade Muçulmana, agência de notícias Al-Jazeera e outros canais da mídia são muito maiores.

Este não é o momento para decidir quem está certo e quem está errado ou o que deveria ou não ter sido feito em primeiro lugar. A questão agora não é julgar se os manifestantes da Irmandade Muçulmana que foram forçados a deixar a região de Rabaa-el Adawia e a Praça Nahda (onde estavam acampados e bloqueando as ruas nos últimos 45 dias) eram manifestantes pacíficos que tinham um caso político legítimo de defesa ou não.

Eu ouso dizer que também não é o momento de chorar por dezenas de igrejas, edifícios cristãos, escolas, livrarias bíblicas, lojas e casas de cristãos que nunca antes foram alvos tão visados de saques, ataques e destruição como ocorreu ontem em Minya, Assiut, Sohag e várias outras cidades. Tudo isso não pode ser comparado à perda de tantos amigos e parentes e às dores das feridas, do medo e da ansiedade que encheram os corações de todos. Os edifícios podem, eventualmente, ser reconstruídos, mas e quanto às pessoas que morreram?! Nunca poderemos recuperá-las.

Semana passada, um caso específico abalou a comunidade cristã no Egito: uma menina de 10 anos de idade, Jessica Boulos, foi assassinada a caminho de casa, na volta de sua classe de estudos da Bíblia, sediada em uma das Igrejas Evangélicas do Cairo.

Ontem à noite, em um anúncio feito pelo presidente interino Adly Mansour foi declarado estado de emergência no país por, pelo menos, um mês. Quatorze províncias (incluindo Cairo, a capital) já estão sob toque de recolher das 19h às 6h do dia seguinte, devido aos inúmeros ataques de radicais a edifícios de serviços públicos e propriedades privadas.

Vemos e ouvimos manifestantes em canais da TV ameaçando queimar o Egito por completo, para formar o que é chamado de "exército livre do Egito". O objetivo deles é lutar contra o exército oficial, para acelerar a luta com os jihadistas no Sinai. Afirmam que os egípcios não poderão dormir até o ex-presidente Mohamed Mursi voltar ao poder (ele foi deposto em 3 de julho, após uma série de protestos).

Por favor, continue orando pelo Egito! Esses são os dias mais difíceis que já presenciei no meu país. O Egito pacífico está agora embebido em violência, ódio e desejo de vingança. Meu coração e os corações de milhões de cristãos e muçulmanos egípcios sangra ao vermos o Egito se transformar em um país estranho, diferente do lugar que conhecemos como nosso lar.”

Pedidos de oração
• Ore para que a paz volte às cidades do Egito.
• Peça por sabedoria para que as forças policiais e o Exército egípcio saibam como lidar com as principais questões de segurança.
• Interceda pedindo por poder, amor e perdão do Senhor sobre os corações cristãos, para que a Igreja siga os ensinamentos de Jesus e consiga orar por seus perseguidores, perdoando-os.

*Ouça Samir falar sobre as experiências da Igreja no Egito
Samir, colaborador da Portas Abertas no Egito, visitará o nordeste do Brasil entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro. Reserve essas datas em sua agenda e seja edificado com os testemunhos do agir de Deus entre os cristãos egípcios.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Rede terrorista patrocinada pelo Irã inclui o Brasil


Rede terrorista patrocinada pelo Irã inclui o BrasilIrã monta rede terrorista na América Latina
O Jornal Washington Post publicou esta semana uma extensa reportagem mostrando como o Irã está reforçando as redes terroristas em vários países do mundo. Um dos focos principais seriam países da América Latina, inclusive no Brasil.
O material do Wahington Post reforça muito do que a revista Veja denunciou dois meses atrás, na reportagem “A filial do terror: como o Irã montou, no Brasil, a rede de extremistas que participaram do maior atentado terrorista já ocorrido na Argentina”.
Essa rede latina existe há pelo menos vinte anos e têm vínculos com o Hezbollah, grupo islâmico que é um braço armado do governo iraniano no Líbano. No Brasil, existem células conhecidas em pelo menos três cidades: Foz do Iguaçu, São Paulo e Curitiba.
O libanês Samuel Salman El Reda, que vivia em Foz do Iguaçu, foi quem comandou o que é considerado o maior atentado terrorista da história da Argentina: a explosão de um carro bomba na Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), que matou 85 pessoas.
Segundo revelam os jornalistas, a construção dessa rede do governo iraniano e do Hezbollah foi iniciada em 1984. Primeiramente eram enviados recrutas e extremistas muçulmanos dispostos a dedicar suas vidas (e até morrer) pela causa. Os primeiros países a recebê-los foram o Brasil, a Guiana e a Argentina. Por enquanto, tem-se notícia de pelos menos dois ataques na capital Buenos Aires, mas o comando estaria em solo brasileiro.
O responsável em comandar a operação na América Latina é o clérigo Mohsen Rab­bani, conhecido por suas pregações incitando ódio aos judeus e aos americanos. Ele usa como disfarce o cargo de inspetor do abate, algo que para muçulmanos praticantes deve ocorrer seguindo preceitos religiosos. É comum a presença desses clérigos nas empresas que exportam carne para países muçulmanos.
Rabbani também é “conselheiro cultural da Embaixada do Irã” e as atividades dos terroristas na América Latina comumente são camufladas com centros culturais, editoras de livros e mesquitas.
Segundo o Washington Post “Nos últimos anos, um programa de recrutamento tem levado centenas de latino-americanos para o Irã para cursos intensivos sobre religião e cultura iraniana. Tudo feito em espanhol e pago integralmente pelo governo. Tudo é supervisionado por um homem procurado internacionalmente por acusações de terrorismo, de acordo com funcionários e especialistas dos EUA”.
Esse rede latina é parte de um esforço por parte do Irã em expandir sua influência no hemisfério ocidental, através da construção de uma rede de apoiadores e aliados contrários ao governo dos Estados Unidos. Além do recrutamento de estudantes estrangeiros para estudo especial dentro do Irã, inclui divulgação direta em países latinos, através da construção de mesquitas e centros culturais. No ano passado surgiu  uma nova rede de TV a cabo que transmite programação iraniana em espanhol. Também foi criado um portal de notícias islâmico totalmente em espanhol. Seu objetivo é alcançar moradores de cerca de 50 países onde se fala a língua, num público potencial de meio bilhão de pessoas.
As iniciativas são principalmente políticas, destinadas a reforçar a posição de Teerã em países como Venezuela e Equador, que já manifestaram sua visão “antiamericana”. Em alguns casos, as autoridades iranianas envolvem os latino-americanos em espionagem, contando ainda com operações de hackers visam sistemas de computadores dos Estados Unidos.
Um relatório emitido este ano por um promotor argentino citou evidências de “redes de inteligência locais clandestinas”, que usa programas religiosos e culturais como cobertura para “fornecer apoio logístico, econômico e operacional aos atentados terroristas decididos pelo regime islâmico”.
A tática de recrutamento não é clara, mas inicia com uma tentativa de conversão de jovens latinos ao islamismo. Aqueles que se interessam em saber mais sobre a religião são enviados para um treinamento no Instituto Cultural de Pensamento Oriental, na antiga cidade de Qom. Tudo custeado pelo governo, incluindo as passagens de avião.
Nesse local construído pelos sunitas, centenas de pessoas, majoritariamente estudantes universitários, aprendem mais sobre o islamismo e são convidados a participar da jihad (guerra santa). Depois, são enviados de volta a seus países. Desde o início do programa, teriam sido treinados mais de mil estudantes.

http://noticias.gospelprime.com.br/ira-terrorismo-america-latina-brasil/