quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Ataques à bomba durante o Natal no Iraque

Na manhã do dia 25 de dezembro, enquanto cristãos ao redor do mundo comemoravam o Natal, nossos irmãos iraquianos foram mortos em atentados que ocorreram em Bagdá: um carro-bomba explodiu próximo a uma igreja, enquanto outra bomba destruiu um mercado ao ar livre
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O número de cristãos mortos em dois ataques no Iraque no dia de Natal subiu para 37. No primeiro atentado, um carro-bomba explodiu próximo a uma igreja em Bagdá, capital do país, durante uma celebração e deixou, pelo menos, 26 pessoas mortas e outras 38 feridas. Segundo as autoridades iraquianas, o atentado ocorreu próximo ao bairro Dora, que concentra uma pequena população cristã.

No outro incidente, uma bomba explodiu em um mercado ao ar livre perto da área cristã de Athorien, matando 11 pessoas e ferindo 21. A comunidade cristã no Iraque é estimada entre 400 mil e 600 mil pessoas e tem sofrido frequentes ataques da Al Qaeda e de outros grupos de radicais.
Os incidentes ocorrem no momento em que as forças de segurança do país estão realizando uma forte operação militar no deserto ocidental à procura de membros da Al Qaeda, na fronteira com a Síria.
O número de pessoas assassinadas no mês de dezembro no Iraque chegou a 441. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 8 mil pessoas foram mortas desde o começo do ano.
(As informações são da Associated Press)
FonteO Estado de S. Paulo
http://www.portasabertas.org.br/noticias/2014/01/2925095/

Igrejas orientais celebram o Natal esta noite

Muitos cristãos de países do Oriente celebram o dia de Natal em 7 de janeiro, por isso, hoje é véspera de Natal para eles. Esta noite, por exemplo, igrejas no Egito estarão repletas de cristãos e suas famílias, que se irão se reunir para celebrar o amor de Deus
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Lembre-se de orar pela proteção de nossos irmãos. Os cristãos no Alto Egito foram obrigados a fechar sua igreja durante o período de Natal, devido à intimidação de radicais muçulmanos.

Interceda contra quaisquer ataques, assassinatos, ameaças ou qualquer outra forma de perseguição contra os cristãos, que insistem em caminhar até a igreja, em adoração a Deus, para que ele lhes dê alegria em Jesus, mesmo diante das suas dificuldades.

A nossa oração é para que os cristãos perseguidos no Oriente possam brilhar por Jesus e usar as celebrações de Natal para mostrar amor por seus vizinhos. Junte-se a nós!
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag
http://www.portasabertas.org.br/noticias/2014/01/2925072/

domingo, 5 de janeiro de 2014

Livres para quê? – Parte 1

Uns são livres para cultuar a Deus da maneira como desejarem. Outros enfrentam dificuldades até na hora de matricular os filhos na escola, que só oferece aulas de religião islâmica. Mais importante do que questionar o porquê de tamanha diferença, é saber como podemos usar nossa liberdade para servir à Igreja Perseguida
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Muitos cristãos livres, quando confrontados com a realidade da Igreja Perseguida, afirmam: “Não fazemos nada. Nossa vida cristã não se compara ao sofrimento que esses irmãos suportam por amor a Cristo. Reclamamos de coisas tão pequenas e insignificantes que nem chegam perto ao desafio que tais irmãos enfrentam diariamente”.

A Igreja Perseguida causa mesmo um impacto. Seus testemunhos de sofrimento, ao lado dos relatos de perseverança e fé, atingem em cheio o nosso coração, colocando-nos contra a parede: “E você, o que tem feito?”.

Wim Beuzekom, um holandês de 48 anos, vivenciou isso na pele. Em maio deste ano, ele se encontrou com cristãos perseguidos em Uganda. Impressionado com os testemunhos que ouviu, Wim refletiu sobre a realidade da Igreja em sua terra natal: “Aqui as pessoas reclamam de que os cultos na igreja são muito demorados. Na África, ouvimos que a situação para quem se converteu do islamismo é muito difícil. Lá, eles se queixam de não poder ir à igreja simplesmente porque não têm igreja! Nunca pensei nisso antes. Essas pessoas contam suas histórias apenas em quartos de hotel com cortinas cerradas, porque têm medo. Deus quer que relatemos isso aos outros aqui na Holanda”.

Livres para a igualdade
Sentir-se culpado por usufruir de liberdade religiosa enquanto outros pagam um alto preço por Cristo é algo infrutífero. Nossa liberdade não deve ser menosprezada. Trata-se de uma bênção de Deus a nós, a qual deve ser corretamente administrada, não para o nosso próprio benefício, mas para o bem de todo o Corpo de Cristo.

Nas duas cartas que escreveu aos coríntios, Paulo pede a eles, que tinham boas condições econômicas, que apoiassem a carente Igreja em Jerusalém. Por volta do ano 46 d.C., uma crise de fome assolou a Judeia, e os seguidores de Cristo sofriam mais que seus conterrâneos. Assim que os coríntios souberam da situação dos judeus, elaboraram um plano para servi-los: arrecadariam uma oferta que seria entregue juntamente com uma carta aos líderes da Igreja em Jerusalém, por intermédio de um mensageiro.

A iniciativa dos coríntios motivou muitas outras regiões a participarem dessa campanha. Os gálatas entregaram suas ofertas e os macedônios, no ano seguinte, também participaram, de maneira exemplar. Paulo, em sua segunda carta aos coríntios, relata a disposição com que outros ofertaram e, havendo ainda necessidade em Jerusalém, contava com uma segunda doação dos coríntios. O apóstolo ressalta um dos objetivos de doar: “Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade. No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade” (2Co 9.13-14).

Não se trata de uma igualdade de condição: que Jerusalém alcance a mesma situação econômica de Corinto, ou que a Igreja Perseguida tenha a mesma liberdade que a Igreja brasileira. É antes uma igualdade em servir e poder ser servido, de abençoar e ser abençoado.

Podemos ver isso se repetindo entre cristãos brasileiros e cristãos perseguidos. Nossa liberdade fortalece sua fé. Sua fé dá sentido à nossa liberdade. Essa é a conclusão que muitos têm quando visitam pessoalmente a Igreja Perseguida: “Vamos com a intenção de abençoar, mas nós é que acabamos sendo abençoados”. Da mesma forma, há sinceridade nas declarações de agradecimento dos perseguidos: “Temossido cobertos com o amor e cuidado de cristãos de todo o mundo. O Senhor tem usado suas orações para me fortalecer. Houve momentos em que continuei firme só porque sabia que alguém, em algum lugar, me colocava na presença do Senhor em oração. Alguém estava intercedendo por mim”.

Essas são as palavras que Gladys Juma, uma viúva do Quênia, registra em sua carta de agradecimento. Seu marido, Ben Juma, era médico. Ben dedicava-se à intercessão e servia na liderança da igreja batista Nyali. Em maio de 2012, ele e outro colega pastor planejavam uma cruzada evangelística na região. Homens enfurecidos com a cruzada acusaram os dois pastores de serem ladrões e os mataram de modo cruel, ateando fogo a seus corpos.

Colaboradores da Portas Abertas visitaram Gladys alguns meses após o ocorrido. Ela lhes contou que se sentia confusa. “Tudo que Ben fez foi amar a Deus. Tenho tantas dúvidas que nem sei o que dizer. Por que, Deus? Por que levar Ben agora, e dessa forma? Por que não leva lo enquanto ele dormia, ou num acidente, em que morresse instantaneamente? Tu te glorias no sofrimento pelo qual teu filho passou?”.

Onze meses depois, Gladys envia a carta de agradecimento à Portas Abertas a seus parceiros, na qual também mostra ter encontrado a resposta de suas próprias indagações. “Ben era minha rocha. Até hoje não sabemos exatamente o que aconteceu no dia em que ele morreu. A polícia não nos informou de avanços nas investigações. Mas o Senhor, por meio de seu Santo Espírito, tem me confortado ao me mostrar que o que aconteceu a Ben foi para cumprir os propósitos de Deus. Não me atrevo a questioná-lo nisso porque sei que ele é o oleiro e eu sou o barro. Ficamos animados em ver como o testemunho de Ben e minha jornada de fé têm encorajado irmãos dessa região tão difícil a permanecerem firmes apesar de suas lutas”.
Envie cartas de encorajamento
Enviar cartas aos cristãos perseguidos pode ser um ato bem simples, porém de grande efeito na vida dos nossos irmãos, pois, através de sua carta, eles serão encorajados a permanecerem firmes e não se sentirão sozinhos. Obtenha instruções e veja as campanhas de cartas que estão vigentes. Nesta página há também o endereço para onde as correspondências devem ser enviadas e modelos de texto.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Muçulmanos fazem ritual macabro com sangue de cristãos decapitados

Blogueiro convertido mostra muçulmanos jogando futebol com cabela de cristãos mortos.



Muçulmanos fazem ritual macabro com sangue de cristãos decapitadosMuçulmanos fazem ritual macabro com sangue de cristãos decapitados
Irmã Hatune Dogan, uma freira da Igreja Ortodoxa Síria, está fazendo uma série de denúncias assustadoras. Depois de ser divulgado que alguns cristãos estavam sendo decapitados e outros crucificados, agora o nível da barbárie parece sem precedentes.
Durante uma entrevista que teve ampla repercussão, a irmã Dogan afirma que radicais islâmicos estão vendendo frascos com o sangue dos cristãos que eles decapitaram.  Segundo ela, esse sangue é usado em um ritual considerado santo pelos muçulmanos, que ao mesmo tempo expia pecados e dá acesso ao céu.
Os cristãos são decapitados em cerimônias em que são forçados a se ajoelhar, com as mãos e pés atados. Os radicais muçulmanos leem uma sentença de morte imposta por que a vítima se recusou a renunciar ao cristianismo e adotar o Islã. Após a cabeça da vítima ser cortada, o sangue é drenado em bacias e depois engarrafado.
A freira explica que a venda do sangue cristão “é um grande negócio” e “com esse dinheiro, os terroristas muçulmanos pode comprar mais armas”.
Desde o início da guerra civil na Síria que Dogan e outros líderes religiosos vem postando vídeos na internet para denunciar os massacres de cristãos. Ela explica que já recebeu 18 ameaças de morte em sete línguas diferentes, mas que vai continuar denunciando os massacres.
Walid Shoebat, um cristão árabe que foi membro do grupo extremista OLP, antes de se converter, afirma que as denúncias de Hatune são dignas de credibilidade. Ele escreveu em seu blog que “A disposição de Hatune para ajudar os perseguidos é tão grande que ultrapassa o que os demais estão fazendo hoje no Oriente Médio”. Shoebat escreveu ainda que ele mesmo já chamara atenção para isso quando publicou um vídeo de muçulmanos jogando futebol com as cabeças dos cristãos que eles mataram. (Imagens assustadoras: Se quiser assistir clique aqui).
Nascida na Turquia e formada em teologia na Alemanha, a irmã Hatune Dogan já visitou 38 países e trabalhou no Ministério da Caridade e Serviço Social, na Turquia, na África, na Índia e no Oriente Médio.
Michael Maloof, um ex-analista de política de segurança do Departamento de Defesa dos EUA, afirma que Hatune é hoje um alvo preferencial da al Qaeda e de sua afiliada na Spiria, a Jabhat al-Nusra. Com informações WND.
http://noticias.gospelprime.com.br/muculmanos-ritual-sangue-cristaos-decapitados/

“Depois de dez anos, posso expressar a minha fé abertamente”

Dolimuddin sabia que era apenas uma questão de tempo para que os muçulmanos ficassem à sua porta para pedir uma explicação. Na tarde de 29 de agosto de 2013, no distrito de Thakurgaon, ao norte de Bangladesh, quatro deles fizeram-lhe uma visita
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Ele costumava ser um muçulmano devoto, um imã que foi educado nos princípios do Islã e na linguagem do Alcorão. Além disso, Dolimuddin nasceu em uma família muçulmana. Na mente dos moradores à sua volta, era impossível que um seguidor do profeta Maomé se tornasse um seguidor de Jesus Cristo. O dinheiro tinha de desempenhar um papel.

"Dá-nos 120 mil taca” (o equivalente a 3.630 reais), disse um dos quatro homens muçulmanos.
"Por que eu preciso pagar uma quantia enorme de dinheiro?", perguntou Dolimuddin.
"Nós sabemos que você se tornou cristão", disseram os muçulmanos . "Nós sabemos que todos os meses você recebe dinheiro de cristãos."

Três dias antes, Dolimuddin havia participado de um seminário cristão na cidade de Daca. “Eles devem acreditar que eu recebi muito dinheiro”, pensou.

"Eu não me tornei cristão por causa do dinheiro", disse Dolimuddin, que se tornou um seguidor de Cristo em 2003, através de outro cristão de origem muçulmana. "Além disso, eu não tenho dinheiro para lhes dar, e mesmo que eu tivesse, por que eu deveria pagá-los? Por que vocês exigem dinheiro de mim, quando eu não devo nada a vocês?"

Os quatro muçulmanos lançaram palavras abusivas contra Dolimuddin. Eles o chamaram de "ovelha negra", o que implica que ele trouxe vergonha para o Islã, e que ele era amaldiçoado por deixá-lo.

"Você merece morrer", eles disseram, "mas queremos mostrar-lhe bondade e não matá-lo. Então, estamos pedindo-lhe dinheiro. Se você não nos der, vamos levá-lo para fora da vila.”

Dolimuddin recusou-se a ir com os muçulmanos. As discussões cessaram quando uma enxada atingiu sua cabeça. Ele caiu ao chão e o sangue deixou sua visão turva. Os outros desferiram golpes na sua cintura e quadris, até que ele perdeu a consciência.

No dia seguinte, Dolimuddin acordou em uma cama de hospital. Sua filha e sobrinho correram até lá. Eles não conseguiram reconhecer o rosto devido aos graves golpes que ele havia sofrido. Ele tinha dez pontos na cabeça e perdeu os dois dentes da frente.

"Você quase morreu", disse o médico a Dolimuddin. "Você precisa de repouso completo durante dois meses e deve continuar a tomar seus medicamentos. É um milagre que você ainda esteja vivo!"

Com a ajuda de alguns amigos da igreja, Dolimuddin não precisou se preocupar com o hospital e despesas médicas. Enquanto se recuperava, um irmão foi até a delegacia de polícia local e relatou o ataque de 29 de agosto. Um policial chegou ao hospital para interrogar Dolimuddin sobre o incidente.

"Você deveria abrir um processo contra eles”, afirmou. Dolimuddin pensou sobre isso por um tempo. Enquanto isso, os quatro muçulmanos foram informados sobre a visita da polícia e procuraram a ajuda do presidente do conselho do sindicato local, um funcionário da aldeia. O presidente foi até o cristão.

"Por favor, não abra um processo e vamos providenciar uma solução", disse o presidente. "Eu sei que vocês, os cristãos, são pessoas de paz. Vocês odeiam brigas e perdoam." Esta é a minha chance de provar que ele estava certo, Dolimuddin pensava. "Tudo bem. Vamos resolver."

Quando Dolimuddin estava recuperado, enfrentou seus agressores, mais uma vez, em uma reunião da comunidade, juntamente com o presidente do conselho do sindicato local e do policial que o havia aconselhado. Os quatro muçulmanos assinaram uma declaração oficial de que não fariam mal a Dolimuddin no futuro e, se o fizessem, seriam cobrados imediatamente. Por sua parte, Dolimuddin declarou-se um seguidor de Cristo e que sua escolha foi um ato de livre-arbítrio.

"Foi difícil para as pessoas da minha comunidade compreender e aceitar que um imã pode se tornar cristão", disse Dolimuddin à Portas Abertas. "Eu estudei o Alcorão e sabia muito sobre o Islã. Os muçulmanos tinham medo de que eu usasse esse conhecimento para convertê-los. Eu fui atacado muitas vezes para ser impedido de compartilhar o meu testemunho."

Apesar do acordo, Dolimuddin nunca foi compensado pelos ferimentos que sofreu. "Eu não estou triste com isso", disse ele. "Pelo menos, eles entenderam que o que eles fizeram para mim foi errado e prometeram não fazê-lo novamente. Embora o meu corpo ainda sinta dor, e eu não tenha dois dentes da frente, estou feliz porque, finalmente, depois de dez anos, eu posso expressar a minha fé abertamente."

"Por causa do que aconteceu", continuou ele, "os meus vizinhos, o presidente do conselho, e agora, até mesmo a polícia, me reconhecem como cristão. Eles não estão mais confusos sobre a minha identidade espiritual."

Dolimuddin, sua esposa Bijli, de 30 anos, e seus três filhos, ainda vivem na aldeia em Thakurgaon.

Pedidos de oração• Ore pela recuperação completa dos ferimentos de Dolimuddin.
• Peça pelas provisões de Deus sobre a família dele.
• Interceda por Dolimuddin e outros cristãos bengalis de origem muçulmana, para que eles possam permanecer na fé a despeito da perseguição religiosa.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAnne Karen Oliveira

Juntos para servir

"Deu-me ampla liberdade; livrou-me, pois me quer bem." 2 Samuel 22.20
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Recentemente Deus me deu o privilégio de conhecer Sam, um cristão sul-sudanês originário da região das Montanhas Nuba — localidade em que acontecem bombardeios, confrontos armados e onde muitos cristãos são perseguidos. Além de conhecê-lo, pude ainda participar de sua cerimônia de graduação em Teologia na Faculdade Cristã Emanuel, localizada no Sudão do Sul e mantida pelos parceiros da Portas Abertas.
Em uma conversa com Sam, ele disse algo que me chamou a atenção: “Na minha aldeia, não temos liberdade para servir o nosso Deus. Conheço pastores e irmãos que estão presos, foram espancados. Outros até morreram. Mesmo assim, não vejo a hora de estar lá para pregar o evangelho. Que privilégio é poder servir a Deus e o meu povo. Por favor, leve meu agradecimento aos cristãos brasileiros que nos têm apoiado em meio a toda perseguição. Obrigado por estarem aqui e em outros lugares do mundo conosco”.
Essa frase de Sam está relacionada com o tema da Portas Abertas Brasil para 2014: Liberdade para servir. Aprenderemos, ouviremos e refletiremos ao longo deste ano sobre nossa liberdade, como cristãos brasileiros, para servir nossos irmãos perseguidos; bem como a respeito da liberdade que esses irmãos encontram em Cristo a despeito da opressão que sofrem.
Tal liberdade nos permite fazer grandes planos. Meu sonho, e também o da Portas Abertas Brasil desde sua fundação, é que cada cristão brasileiro conheça e se envolva com seus irmãos perseguidos. Você pode pensar que é um alvo audacioso. Sim, realmente é. Contudo, com o poder e a direção do Senhor, e por meio de seu envolvimento e parceria, creio que poderemos realizá-lo.
Há um provérbio africano que diz: “Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir longe, vá acompanhado”. A Bíblia afirma essa mesma ideia em Eclesiastes 4.9: “É melhor ter companhia do que estar sozinho”.
Convido você a usar sua liberdade a serviço dos cristãos perseguidos, orando, divulgando esta causa e abençoando-os com seu engajamento. Envolva-se neste ministério, continuando a ser parte deste sonho: de que todo cristão brasileiro ouvirá e se envolverá com os cristãos perseguidos para que todo o Corpo tenha liberdade para servir ao nosso Deus. Juntos, podemos ir ainda mais longe.

Marco CruzSecretário Geral
Portas Abertas Brasil

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2013 foi o ano mais sangrento na guerra civil da Síria, diz ONG

Mais de 73 mil pessoas, 22 mil delas civis, morreram no ano, diz entidade.
Grupo acusou comunidade internacional de 'séria falta de ação' no conflito.


O ano de 2013 foi o mais sangrento desde o início do conflito em março de 2011 na Síria, com um balanço de mais de 73 mil mortos - informou nesta quarta-feira (1º) o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Na terça-feira, a ONG anunciou um balanço global de mais de 130 mil mortos desde o início da guerra que opõe o regime do contestado presidente Bashar al-Assad e rebeldes. Entre os mortos, estão 7.000 crianças.
A OSDH, cuja sede fica no Reino Unido e se baseia numa grande rede de fontes civis, médicas e militares, acusou a comunidade internacional de ser "cúmplice do derramamento de sangue na Síria" em razão de uma "séria falta de ação" para deter o conflito.
"2013 foi o ano mais sangrento desde o início da revolução" em 15 de março de 2011, com 73.455 mortos, dos quais mais de 22 mil civis, afirmou à AFP Rami Abdel Rahmane, diretor da OSDH.
"A comunidade internacional não se mobilizou de forma séria para deter o massacre que continua acontecendo na Síria, e se contentou com condenações", lamentou a ONG.
"Ela se concentrou, nos últimos meses, na questão do desarmamento químico após o massacre com gases tóxicos de 21 de agosto nas proximidades de Damasco (...) e ignorou dezenas de massacres nos quais milhares de sírios morreram, entre eles crianças e mulheres", acrescentou.
Um acordo russo-americano prevendo a destruição deste arsenal evitou ataques militares americanos à Síria, em represália ao ataque químico assassino que Washington atribui às tropas de Bashar al-Assad. O presidente acusa a oposição de ter forjado o massacre.
A guerra continua a causar estragos na Síria a exatos 22 dias da conferência de paz para tentar solucionar o conflito, em Genebra.
Nesta quarta-feira, o regime fez um ataque aéreo nos setores rebeldes de Aleppo, matando pelo menos cinco pessoas nesta metrópole setentrional, atingida por 'barris de explosivos' lançados de aviões desde o último 15 de dezembro, segundo a OSDH.
Na terça-feira, um míssil lançado pelo exército em um ônibus de Aleppo matou pelo menos 17 pessoas, de acordo com a ONG.
Pacífica no início, a revolta se transformou numa guerra civil após ter sido brutalmente reprimida. Desertores e civis que pegaram em armas formaram uma coalizão rebelde antes de serem rapidamente cooptados por grupos jihadistas.
arte cronologia síria 31/12/2013 (Foto: 1)