sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Governo africano quer acabar com igrejas pentecostais


Governo africano quer acabar com igrejas pentecostaisGoverno africano quer acabar com igrejas pentecostais
Quando o governo de Camarões ordenou o fechamento de dezenas de igrejas mês passado, muitos apontaram para mais um caso de perseguição religiosa no continente africano. Mas a iniciativa se estendeu e agora é anunciada como “uma tentativa de pôr fim à anarquia das organizações cristãs”.
A medida drástica começou em meados de agosto, tendo como alvo principal as igrejas pentecostais, que não são oficialmente reconhecidas. O grande diferencial é que não se trata de um país muçulmano, mas de maioria católica. Mesmo assim, as igrejas são fechadas à força, muitas vezes por soldados do exército.
O ministro das Comunicações, Issa Tchiroma Bakary, disse em uma entrevista coletiva justificou que essas igrejas promoviam práticas “negativas, insalubres e indecentes”, contrárias ao “objetivo do crescimento espiritual das pessoas”. Também denunciou “os casos óbvios de extorsão de pessoas em situação desesperada”, os “repetidos tumultos noturnos” e o “proselitismo agressivo”.
Anunciou que o governo não poderia ficar indiferente, pois “as autoridades administrativas são responsáveis ​​pela preservação da ordem pública, por isso teve que assumir essa responsabilidade”.
Em menos de 30 dias, no total foram fechadas 35 igrejas em todo o país, incluindo um templo da Igreja Universal do Reino de Deus em Douala. E não deve parar por ai. O pastor Naida Lazare, presidente da Christian Media Network dos Camarões, diz que várias dessas igrejas esperavam a autorização do governo para operar há mais de 10 anos, mas nunca obtiveram uma resposta oficial.
No Camarões, cerca de 57% dos seus 20 milhões de habitantes se declara cristão, a imensa maioria são católicos; os pentecostais são menos de 5%. Por outro lado, muçulmanos são 20%. A liberdade de culto e de religião é garantida pela Constituição, mas há uma exigência de regulamentação das organizações religiosas que operam no país, passando pela aprovação do ministro da Administração Interna e autorização do presidente.
Os problemas começaram no final da década de 1990, quando missionários da vizinha Nigéria, abriram centenas de igrejas pentecostais, experimentando um crescimento explosivo no país, cerca de 10% ao ano.
Essa rápida ascensão fez a liderança da Igreja Católica pressionar o governo. Oficialmente, apenas 47 licenças foram concedidas a novas igrejas, nos últimos 20 anos. Estima-se que existam cerca de 500 organizações evangélicas operando em todo o país.
O porta-voz do governo, Issa Tchiroma Bakary, afirmou que a polêmica campanha tem como alvo fechar centenas de entidades religiosas, fazendo uma “limpeza profunda” no país. Ele diz que o governo tem ciência de que “algumas pessoas morreram ao serem exorcizadas” e que os pastores realizam “práticas criminosas”, como tirar dinheiro de pessoas pobres e prometer milagres. Mbu Anthony Lang, funcionário do governo, asseverou: “Prometemos que vamos nos livrar de todos os pastores pentecostais que fazem mau uso do nome de Jesus Cristo, prometendo falsos milagres que matam cidadãos em suas igrejas”.
O Bispo Dieudonné Abogo, presidente da União Pentecostal de Camarões, diz concordar apenas que algumas igrejas sejam barulhentas. “O uso de música alta durante os cultos podem causar perturbação para os moradores de algumas áreas”, lamenta. ”Isso causa um grande dano à reputação das igrejas reconhecidas oficialmente”.
As autoridades locais agem rapidamente para fechar os templos quando surgem muitas queixas de moradores vizinhos. Abogo diz que órgãos cristãos desejam trabalhar com o governo para encontrarem uma solução. Existem, contudo, protestos crescentes de que o direito dos cidadãos de liberdade de culto está sendo desrespeitado. Lideranças pentecostais estão convocando campanhas de oração e até marchas para protestar. Com informações de Charisma News, Africa Review, Info-Evangelique e CNN.
http://noticias.gospelprime.com.br/governo-africano-quer-acabar-com-igrejas-pentecostais/

Conflitos e desabamentos podem acelerar a retomada judaica do Monte do Templo


Conflitos e desabamentos podem acelerar a retomada judaica do Monte do TemploGoverno de Israel muda discurso sobre construção do Terceiro Templo
Enquanto o mundo olha para o Oriente Médio na expectativa da intervenção militar americana na Síria, que pode resultar numa guerra contra o Irã, outras questões acabam perdendo força na imprensa.
Em 2009, o então deputado e hoje premiê Benjamin Netanyahu afirmou: “Alguns políticos estão tentando diminuir a importância do Monte do Templo para o povo judeu, referindo-se a ele como a “Bacia Sagrada”. Nós, como judeus, sabemos quem edificou o Monte do Templo”.
O termo “Bacia Sagrada” inclui os locais mais importantes da Jerusalém antiga, como a área do Monte do Templo, o Monte das Oliveiras, o Monte Sião e outros locais considerados sagrados por cristãos e judeus. Durante o governo do ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, surgiu uma proposta que a região deveria ser administrada sob um “regime especial”.
Durante os primeiros anos do governo de Barack Obama, o assunto voltou a surgir, dessa vez encabeçado pela então Secretária de Estado, Hilary Clinton (esposa de Bill). Na época, o primeiro-ministro israelense era Ehud Olmert. Ele chegou a propor que “esse setor, incluindo a parte de Jerusalém considerada santa para as três religiões monoteístas, e a Cidade Velha, fossem colocado sob a tutela de cinco países: Arábia Saudita, o Reino Hashemita (Jordânia), o Estado Palestino, Israel e os Estados Unidos”.
Nos últimos meses, várias dessas questões foram retomadas por causa das declarações de Uri Ariel, ministro da Habitação e Construção de Israel. Ele é membro do partido religioso nacionalista Lar Judeu. No início de julho, ele defendeu: “precisamos construir um Templo judaico no Monte do Templo”.  Isso mostra uma clara mudança no discurso do governo de Israel que normalmente evita falar publicamente sobre o assunto.
Em 5 de julho, falando em uma conferência arqueológica na Cisjordânia, o ministro exigiu que o Terceiro Templo fosse construído no local que hoje abriga o Domo da Rocha e a Mesquita de al-Aqsa, considerado sagrado para o islamismo.
“Nós construímos muitos templos pequeninos” disse Ariel, referindo-se às sinagogas, “mas precisamos agora construir um templo de verdade”. No discurso de hoje (4/9), ele foi além “O Monte do Templo é o lugar mais sagrado para o povo judeu, e deve ser aberto a qualquer hora para todos os judeus. Vou continuar apoiando o Estado para termos plena soberania sobre o local santo de Israel. Esta é uma questão inegociável, sem espaço para discussão”.
De fato, ele só estava lembrando uma proposta que está na mente de muitos judeus, mas acabouecoando a declaração feita em 2012 pelo deputado Zevulun Orlev, do seu partido. Mesmo sabendo do perigo, desafiou: “isso significaria que um bilhão de muçulmanos do mundo certamente fariam uma guerra mundial. No entanto, tudo que é político é temporário e não gera estabilidade” e que “ultimamente estamos testemunhado as dramáticas mudanças políticas que ocorreram em muitos países árabes”.
Recentemente, Abdul Salam Abadi, o chefe do Ministério jordaniano de bens alienáveis islâmicos (Wakf), que também administra a esplanada das mesquitas no Templo no Monte, acusou o governo de Israel de forçar a construção do Terceiro Templo, contrariando um acordo feito em 1994. O governo de Israel negou.
Contudo, os rumores sobre uma tentativa não oficial de financiar a construção do templo foi fortalecido quando um relatório foi publicado pela Rádio do Exército de Israel. Apenas no ano passado o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura e do Esporte de Israel, doaram mais de 80 mil euros (200 mil reais) para o Instituto do Templo.
O controverso apoio foi anunciado poucos dias antes de o Instituto mostrar que todos os preparativos para a retomada dos sacrifícios no Templo estão prontos, incluindo a preparação dos “novos levitas”.
O jornal Israel Today noticiou ainda que no final do mês passado, houve um colapso de parte do platô do Monte do Templo (que totaliza 14 hectares). Desde 2001 autoridades israelenses vem alertando que a estrutura, que não é uma formação natural, mas foi construída séculos atrás, tem sérios problemas estruturais.
Desde que a Autoridade Palestina começou a influenciar no controle administrativo do Monte do Templo, foram feitas mudanças na sua estrutura. Nos últimos cinco anos, é o segundo colapso perto da Mesquita de Al Aqsa, criando um grave risco à segurança e uma ameaça real para a estabilidade da estrutura islâmica. Já se detectou em uma área de 190 metros quadrados do muro que cerca o local, uma inclinação de cerca de 70 centímetros.
Além disso, o diretor-geral do Ministério para Assuntos Religiosos de Israel anunciou que deseja rever a proibição dos judeus de orarem no Monte do Templo. Embora a lei atual permita que os judeus subam ao Monte e orem, a polícia veta quaisquer visitas para impedir manifestações contrárias por parte dos muçulmanos, que costumam atacar com pedras os que tentam.
monte do templo Conflitos e desabamentos podem acelerar a retomada judaica do Monte do Templo
Na comemoração do ano novo judaico, ontem (4/9) ocorreram novos conflitos no local durante a tentativa de um grupo de 50 judeus subirem até o local. A polícia foi chamada e prendeu cinco muçulmanos que atiraram pedras contra a polícia e contra os visitantes do local.
Com informações de Jerusalem Post, Uol, Times Israel, Israel Nation News e Israel Today.
http://noticias.gospelprime.com.br/israel-discurso-construcao-terceiro-templo/

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ore por Kenneth Bae, preso na Coreia do Norte

O coreano-americano Kenneth Bae foi preso em 12 de novembro de 2012, na cidade norte-coreana Rajin-Sonbong, uma das zonas econômicas da Coreia do Norte mais especiais para os investidores estrangeiros. Amigos e familiares descrevem Bae como um cristão comprometido que queria ajudar o povo norte-coreano. Dez meses depois de sua prisão, Bae está vivendo em condições ruins e necessita desesperadamente de oração
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No momento de sua prisão, Bae atuava como guia de um grupo de turistas em Rajin-Sonbong. Sua detenção repentina surpreendeu seus familiares e outras pessoas que o conhecem. Os promotores norte-coreanos rapidamente o acusaram de ser anti-norte-coreano, planejar um golpe de Estado religioso e criar bases na China, com o objetivo de derrubar a República Popular Democrática da Coreia, encorajando os cidadãos norte-coreanos a derrubar o governo e realizar uma campanha de “difamação maligna”. Em 30 de abril deste ano, ele foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados.

Sua família anunciou, em meados de agosto, que Bae foi transferido do campo de trabalhos forçados para um hospital, porque a sua saúde deteriorou-se de modo grave. Ele perdeu mais de cinquenta quilos e sofria de vários problemas de saúde, como diabetes e pressão alta, além de um problema nas costas e no fígado.
Pedidos de oração• Ore para que Deus mostre a sua fidelidade e misericórdia para Bae.
• Peça para que a fé de Bae cresça mais forte, apesar das circunstâncias que ele tem enfrentado.
• Interceda por Bae, para que ele receba atenção médica adequada e que a Coreia do Norte o liberte em breve.
• Clame para que Deus dê conforto e força aos amigos e parentes de Bae.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

“É da vontade de Deus que você esteja aqui comigo hoje”

Recentemente, colaboradores da Portas Abertas tiveram a oportunidade de conhecer cristãos do Irã para ensinar-lhes sobre a Palavra de Deus e incentivá-los a permanecer firmes em sua fé. Sheeften*, uma das jovens iranianas presentes no encontro, compartilhou a história a seguir com um desses representantes da organização
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"Há exatamente dez anos, eu tive um sonho. Eu vi Jesus vindo à minha direção com um colar. Ele o colocou em meu pescoço. Baixei a cabeça para olhar melhor e vi que era uma cruz com um coração ao centro onde estava escrito o número dez. Na época, eu não sabia o que isso significava, mas, daquele momento em diante, soube que Jesus existia.

Cresci em uma família muçulmana bastante devota. E, na verdade, eu era bem diferente dos demais. Costumava orar em minha própria língua, farsi, apesar de ter sido ensinada a orar em árabe. Foi depois do sonho com Jesus que eu me matriculei no curso de Psicologia, na universidade. Uma das disciplinas estudadas era sobre as religiões do mundo. Como tarefa, precisávamos escrever acerca de uma dessas religiões. É claro que escolhi aprofundar meus estudos sobre o cristianismo. Eu não sabia muito bem por onde começar, então decidi ligar para uma central de informações e perguntei onde poderia encontrar uma igreja. Eles me indicaram uma congregação em minha cidade a qual fui visitar. Naquele dia, entreguei minha vida ao Senhor Jesus.

Desde que passei a buscar mais e mais sobre o cristianismo, eu tive algumas discussões com a minha mãe sobre isso. Somente nos últimos meses ela aceitou o fato de que agora sou cristã. Meu pai ainda não vê isso com bons olhos, mesmo assim, estou feliz por meu marido também ser cristão. Nós não podemos voltar à igreja onde me converti a Cristo porque é muito perigoso para nós, já que antes éramos muçulmanos. Em nosso grupo de oração doméstico nós instruímos outros cristãos e eu aconselho pessoas da igreja que sofrem com problemas no casamento, depressão e, muitas vezes, tendências suicidas.

Não é fácil ser cristão no Irã, por isso estou tão contente em ter você aqui comigo hoje, me encorajando e orientando sobre coisas nossas. Eu acredito que é isso que o Senhor queria dizer a mim com o número dez: que, ao somar dez anos, desde aquele dia, eu estaria aqui com você, conhecendo mais de Deus, compartilhando ideias e pensamentos com alguém que também é cristão e que pode me ajudar a aconselhar melhor meus irmãos."
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Série ensina a compartilhar o evangelho com muçulmanos


Série ensina a compartilhar o evangelho com muçulmanosSérie ensina a compartilhar o evangelho com muçulmanos
A emissora Al Hayat TV está transmitindo a série “Verdade Aberta” com o objetivo de ensinar aos cristãos como evangelizar os muçulmanos que chegam nos Estados Unidos com o objetivo de buscar melhores oportunidades de trabalho e educação e até mesmo para fugir da opressão de seus países.
Os vídeos exibidos tentam responder perguntas do tipo “como devem responder os cristãos ao terrorismo islâmico?”. A produção parte do princípio de que os ataques terroristas podem causar, em algumas pessoas, medo de seus vizinhos muçulmanos.
A produção mostra primeiramente aspectos da cultura islâmica e suas crenças religiosas. A apresentadora Amani Mostafa acredita que com esses documentários será possível fazer com que a população americana entenda mais sobre o tema. “Creio que ajudará nosso país a estar bem equipado para lidar com o terrorismo e tratar com as pessoas”, disse ela.
O co-produtor da série, Tim Clemens, comenta que a ideia de realizar vídeos para falar sobre o tema surgiu quando seus filhos começaram a estudar com crianças muçulmanas. “Me senti pouco preparado e ignorante sobre esta outra cultura”, afirmou.
A apresentadora foi escolhida não só por ser a estrela de AL Hayat TV, mas também por ser uma ex-muçulmana, assim como toda a produção de “Verdade Aberta” ela acredita que os ocidentais precisam entender a cultura dos muçulmanos antes de iniciar qualquer relação com eles.
Sobre a evangelização, Mostafa diz que não é preciso temer quando for compartilhar a fé com islamitas, porque estes anseiam em estar perto de Deus. “Quando uma pessoa cristã vem e me apresenta o Deus que ama e adora, é revelador”, disse.
O grande diferencial desse material é a produção feita por ex-muçulmanos, além de Mostafa o diretor Wajdi Iskander também se converteu ao cristianismo e entende o que é necessário saber antes de falar de Jesus para uma pessoa que crê no Corão e na profecia de Maomé.
“Como muçulmano, eu sempre me perguntava como Deus pode humilhar-se e vir como um homem para a Terra? Creio que a pergunta é por que Deus queria se tornar homem?.. Para mim o problema se resolveu quando soube que Deus se colocaria no nível do homem porque ele ama o homem”. Com informações CPAD News.
http://noticias.gospelprime.com.br/serie-ensina-a-compartilhar-o-evangelho-com-muculmanos/

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pesquisa alerta para a ascensão do extremismo religioso na Europa Oriental e Ásia


Pesquisa alerta para a ascensão do extremismo religioso na Europa Oriental e ÁsiaAscensão do extremismo islâmico na Ásia Central e no Cáucaso
De acordo com um relatório escrito por Anna Münster, pesquisadora do Programa Rússica e Eurásia da Chatham House, o crescimento do extremismo islâmico pode resultar em muitos conflitos políticos na Ásia Central e no Cáucaso, região dada a um grupo de países da Europa Oriental e da Ásia ocidental.
Como bolsista do programa de pesquisas, Münster percebeu que a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão em 2014 e as mudanças esperadas no Cazaquistão e Uzbequistão poderão ameaçar a estabilidade dessas regiões gerando um ambiente propício para que os radicais islâmicos possam atuar.
O que ela percebeu em seus estudos é que os grupos radicais como o Hizb ut-Tahrir e a Irmandade Muçulmana se tornaram um “fator unificador e mobilizador” dos jovens que estão, muitas vezes, insatisfeitos com a situação política e sócio-econômica de seus países.
O relatório fala outra vez dessa ligação entre a desilusão e o crescimento do islã nesses países, mostrando que a solidariedade entre os muçulmanos que enxergam o Ocidente como uma grande ameaça para a religião.
“O avanço do islamismo político nessa região, durante o último quarto do século 20, é frequentemente descrito como uma resposta aos queixumes, desafios e conflitos locais”, disse a pesquisadora dando exemplos como as guerras no Afeganistão e no Iraque, citando também os conflitos na Chechênia.
Outras mudanças citadas por Anna Münster é a criação de Estados como a Armênia, Geórgia e Azerbaijão, já que no período da União Soviética os muçulmanos tiveram as mesquitas fechadas e seus clérigos mortos.
Agora esses países são alvos de disputas internacionais, já que o interesse dos povos do Ocidente está nos recursos naturais que essa região possui. No Uzbequistão o caso da interferência ocidental é tão grande que o governo já prendeu pessoas simplesmente por possuir um folheto do Hizb ut-Tahrir, como diz a pesquisadora.
“A extensão do controle do governo sobre a vida, inclusive a escolha religiosa, é uma reminiscência de tempos soviéticos, ainda que o uso de novas tecnologias [de comunicação instantânea] e os acontecimentos da Primavera Árabe possam representar uma dura advertência aos governos repressores de hoje”, diz Münster.
http://noticias.gospelprime.com.br/pesquisa-alerta-extremismo-religioso-europa-asia/

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Visitar famílias é investigar as faces da guerra


Alepo é a maior cidade da Síria. Antes da guerra civil, lá era o centro econômico do país. Desde que o exército sírio e o exército livre da Síria começaram a combater dentro e ao redor da cidade, milhares de habitantes fugiram. Fábricas e empresas foram destruídas ou fechadas. Nesse meio tempo, outros sírios fugiram do país ou mudaram-se de Homs para Alepo


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Através de seus parceiros e colaboradores, a Portas Abertas está apoiando várias igrejas na Síria. Essas congregações têm ajudado desabrigados que chegaram à cidade e também moradores cristãos que se encontram em necessidades. Por meio dessas igrejas, mais de mil famílias são beneficiadas a cada mês.

Um dos pastores locais contou à Portas Abertas sobre as visitas que ele e um grupo de voluntários fazem a cristãos desabrigados em Alepo. A maneira que ele relata cada visita é muito sucinta. Não é possível saber muitos detalhes sobre as famílias. Mas o que fica bem claro é: em um dia de visitas, pode-se olhar nos olhos das pessoas que sofrem com essa guerra civil. Eles ouvem histórias sobre pessoas desaparecidas, baleadas ou sequestradas; pessoas que perderam casas e empregos; falam de pobreza, falta de comida ou necessidade de remédios. Algumas vezes, colocando em risco sua própria segurança, a equipe de visitantes da igreja sai para visitar as famílias com uma cesta básica.

“Primeiro, batemos à porta de uma família que veio de Al Qusayr (próximo à cidade de Homs)”, conta o pastor Samir* sobre um dia em que ele e sua equipe saíram para fazer visitas. Al Qusayr tinha uma grande comunidade cristã, mas milhares deles — há quem diga que foram todos —, deixaram a cidade quando esta foi capturada pelas forças da oposição no início de 2012. “O chefe da família me contou como deixaram seu lar e vieram para Alepo trazendo apenas as coisas que podiam carregar. Eles agora estão em grande pobreza e passando por muitas necessidades”.

O pastor e os outros membros da equipe sempre tentam confortar as famílias. “Nós lemos Hebreus 2 e compartilhamos as boas-novas, sobre nosso tesouro celestial. Depois disso, oramos”, relatou o pastor.

Ele continuou: “Após essa visita, conhecemos outra família: marido, mulher, duas filhas e seus esposos, três crianças e dois vizinhos de outro vilarejo de Homs. Eles estavam traumatizados pelo que acontecera em seus lares, especialmente com as crianças. A família viu muita coisa, eles perderam a casa e o emprego. Procuramos encorajá-los, lendo o livro de Salmos, conversando bastante sobre o cuidado de nosso Pastor, o Senhor”.

Tristes e sozinhosOutra família: marido, mulher, filha e três crianças. “A esposa tinha sido baleada. Ela mostrou as cicatrizes a uma das mulheres da equipe. Seu filho fora baleado nove vezes nas pernas. Ele precisava de cirurgia para tratar seus ferimentos. Mas o chefe da casa também precisava de cirurgia por causa de uma enfermidade. Eles sentiam-se tristes e sozinhos. Disseram-nos que tinham falta de comida e remédios. Lemos Mateus 9 com eles e lhes explicamos essa passagem”.
Uma mulher de Al Hamadia, um bairro de Homs onde os cristãos costumam morar, expressou seus temores porque seu filho tinha fugido para a Turquia, mas havia sete meses que não recebia nenhuma notícia dele, nenhum telefonema ou carta, nada.

A equipe da Portas Abertas também visitou uma casa em que duas famílias de Al Hamadia estão morando. “Um dos homens fora sequestrado duas vezes, mas sobreviveu. A família teve de deixar tudo para trás, a casa e o trabalho. Eles pediram oração por um amigo que tinha sido sequestrado havia seis meses”.

Em meio à guerra civil, os cristãos têm testemunhado a mão de Deus operando. “Por exemplo, Aboud e sua família vieram de Al Hamadia. Eles nos contaram sobre o grande cuidado do Senhor. Ele salvou Aboud da morte. Criminosos o levaram juntamente com seis de seus colegas e os amarraram na fábrica onde trabalhavam, próximo a Homs. Aboud tinha um ferimento na cabeça e sentia muitas dores. Deus os salvou após terem orado e pedido em nome de Jesus.
Embora sofram agora, eles sabem que têm um grande lar pronto no céu. O marido foi salvo novamente, mais tarde, quando ladrões tentaram roubar seu carro”.

Pedidos de oração• Ore para que a equipe da Portas Abertas tenha sabedoria ao visitar as famílias necessitadas, sabendo como responder aos seus questionamentos.
• Peça por paz em Alepo e pela restauração de todas as pessoas traumatizadas.
• Interceda por todos os voluntários envolvidos neste trabalho.
• Apresente ao Senhor todos os cristãos que decidiram permanecer em Alepo para servir a Deus.
• Clame pelos cristãos que foram sequestrados.

*Nome alterado para a segurança do cristão.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoGetúlio A. Cidade